São Luis - Maranhão - Brasil:
 
     
 
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NO MOMENTO ESTAMOS COM O SERVIÇO FORA DO AR

 

 

 

 

 

 
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8º SUNSPLASH REGGAE FESTIVAL

o lado acordado de um sonho

Tarcisio Ferreira aka Selektah

.........A nação regueira da ilha está em estado de graça. Alguns ainda estão se perguntando se a noite de sábado de 14 de novembro foi de verdade e não querem acordar do sonho. John Kenneth Holt, com 62 anos de idade e em plena forma, pisou em solo ludovicense, cantou e encantou a todos.

A cada sucesso que saía de sua garganta o povo gritava, cantava e dançava. O sonho se transformava em realidade. E deixou de cantar quatro músicas devido ao horário de autorização já ter sido ultrapassado.

Quero parabenizar a brilhante Orquestra Maranhense de Reggae, que apesar do curto espaço de tempo para ensaiar, acompanhou John Holt com perfeição. E agradecer Tom Batera, Amorim e os demais músicos dessa trupe pelos belos acordes com que brindaram a massa regueira em uma noite que passou para a história do Reggae do Maranhão.

Conversando com John Holt, na sexta feira no Rio Poty Hotel, ele falou que ficou encantando com a qualidade dos músicos que encontrou em São Luis e os elogiou bastante. Eu o disse que agora ele sabia por que São Luis é a Capital Brasileira do Reggae. Riu muito do que disse.

Só está faltando um empurrão para que possamos fazer uma noite de gala no Teatro Artur Azevedo com a Orquestra Maranhense de Reggae e depois outra aberta ao público na Praça Maria Aragão com show pirotécnico, é claro. Precisaria ainda de agregar um piano e um quarteto de cordas - dois violinos, uma viola e um violoncelo, para ter um impacto sonoro maior. Sonhar não custa nada, não é?

Gregory Isaacs, acompanhado pela banda paulista Leões de Israel, dispensa comentários. Mas veio com um repertório aquém daquilo que se esperava para um dos grandes ídolos do regueiro maranhense. Acho que sempre vai faltar algo no seu repertório e para ser completo ele teria que fazer dois dias de show com no mínino três horas de duração a cada dia.

O que mais impressionou a todos em Mr. Cool Ruler, foi sua decrepitude e degradação física, para quem tem apenas 58 anos, tendo que ser amparado por seu produtor para caminhar ou para subir um batente. Tem um olhar vazio e desinteressado pelo que está acontecendo ao seu redor. Sua expressão muda um pouco quando ele sobe ao palco, momento em que a adrenalina corre e ele se transforma, o sorriso aparece e com pequenos gestos de cabeça ou do corpo fez a massa regueira delirar. Gregory é Gregory e ponto final.

O Sunsplash Reggae Festival edição 2009 foi memorável. Com uma excelente organização na infra-estrutura e logística. Uma noite de muita paz e música sem incidentes graves registrado. Aliás, a segurança foi a grande preocupação de Rui Pinto devido ao incidente registrado ali, em outro show uma semana antes, (de um grupo chamado de psirico), em que o regueiro Atila que fazia parte do GDAM foi brutalmente assassinado.

As atrações locais eram perfeitamente dispensáveis, pois não acrescentaram em nada para o brilho da noite. Houve até quem ensaiasse vaias. Entendo a preocupação da Itamaraty em querer valorizar a prata da casa, mas a noite pedia mais do que o que foi ofertado. Na realidade apenas serviram para preencher espaço. Ou como se diz no popular só “serviram para encher lingüiça”. Nada mais.

A Tenda Roots, um capítulo a parte

A maior demonstração de força do Roots Reggae nos últimos 10 anos na Ilha aconteceu nesse espaço. Roubou a cena, não deu pra ninguém. A experiência foi superou as expectativas de sua intenção. A Ilha é Roots!!!!!

Nem o povo do eletrônico resistiu. O público do show estava concentrado quase que na sua totalidade dentro e ao redor da tenda.

No início do ocorreu como o programado a Tenda Roots começou antes, por volta da 19:00 horas e o público que adentrou o espaço do show imediatamente dirigiu-se para o local. Logo após por volta das 21:30 horas começaram a tocar as radiolas.

Foi dito por alguns regueiros “das antigas” que foi a maior concentração de personagens do Reggae maranhense nos últimos 10 anos. Por lá foram vistos Ras Viégas, Ademar Danilo, Zequinha Rasta, Celso Cliff, Jorge Black, Jorge Balboa, Jorge Pinheiro, Setubal, Lulu, Neturbo, Daniel Ferraro, Natinho, Julinho, Joseneide, Magno Roots, o original, Gabriel, Cidinho, Evandro Roots, Boaventura, o veterano, Mumu, Prof. Hernandes, o trio Thed Wilson, Zé Chinelo e Peito de Pombo, Goodman, Hernandes o dançarino, etc. Se for citar todo o nome vai tomar grande parte do espaço.

Os grupos de colecionadores estavam no comando da seqüência, que contou com a sonorização da Capella System, de Mauricio Capella. Salvo alguns vacilos, com músicas que não agradavam. No geral o objetivo de levantar o público foi alcançado.

Em uma reunião na sexta feira na presença de Pinto Itamaraty, foi acertado com os grupos de colecionadores e Natinho, presidente da AGRUCOREM, que a seqüência da tenda seria feito com disquetes de MD’s. Apesar disso a dupla Mega Vibes fez uma participação de meia hora com vinil.

Mais uma vez, também, ficou claramente demonstrado que a massa regueira gosta de mesmo é de sucessos. Haja visto que eram com essas músicas “batidas”, como alguns dizem, que o público da tenda gritava e vibrava quando tocavam.

Nem quando começou a apresentação dos locais o público arrendou o pé da tenda, somente quando veio a ordem da organização de parar a seqüência foi que o ambiente foi esvaziado.

O que temos a lamentar é que após um determinado momento em os dois aparatos som tocavam em perfeita harmonia (tenda X radiolas), o som das radiolas foi aumentado e abafou o som da tenda. Se o objetivo era esse, então conseguiram. Mas mesmo assim ninguém saiu dos arredores da tenda. Apesar das várias reclamações do público em relação ao volume das radiolas, o som não foi diminuído.

E claro que não poderíamos deixar de lamentar que a polícia fez sua parte ao frustrar as expectativas de mais de 13 mil pessoas ao pedir o encerramento do show de John Holt. Foi impressionante ver a polícia no backstage com metralhadoras em punho. Lembrou-me os eventos de Reggae nos anos 80, a truculência era a palavra de ordem contra os regueiros.

Embora tenha sido ultrapassado o horário de encerramento, não havia qualquer ocorrência que justificasse terminar abruptamente a apresentação de uma lenda viva do Reggae mundial. Faltaram quatro músicas

Foi um show de reencontro e de união. De reencontro da massa regueira com suas raízes em um evento desse porte. E de união e fortalecimento de idéias e convicções.

Parabéns a toda massa regueira de São Luis, do maranhão e de vários estados que se fizeram presentes. Parabéns a todos os que fazem a Itamaraty Sonorizações pelo grandioso evento organizado com dinamismo e competência.

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