São Luis - Maranhão - Brasil:
 
     
 
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NO MOMENTO ESTAMOS COM O SERVIÇO FORA DO AR

 

 

 

 

 

 
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A Onda Roots


Tarcisio Selektah

É impressionante a Onda Roots Reggae que volta com força total na ilha de São Luis – a Capital Brasileira do Reggae. A maior prova foi um último fim de semana, um feriadão de quatro dias de setembro, em que aconteceram grandes festas em vários pontos da cidade, algumas simultaneamente, com lotação máxima.

O ponto de partida foi a inauguração do Caldeirão do Chopp na Vila Palmeira, festa organizada por Walmar e a equipe da Ájax Som que teve a brilhante participação de Marcos Vinicius – Radiola Reggae e Joaquim Zion – Radio Zion. Casa lotada, gente bonito, muita animação e paz.

O Caldeirão do Chopp tem uma boa estrutura e está capacitada a receber os regueiros da Ilha e turistas de qualquer parte do Brasil e do Mundo.

Já o Espaço Aberto no dia 07 de setembro ficou lotado com a festa do Grupo de colecionadores Amigos do Roots, algumas pessoas disseram que estava mais cheio do que na Festa da Recordação. Embora tenha havido um entrevero que manchou a festa, o mérito da lotação não deve ser tirado.

Além disso, o “bicho pegou” no Bairro de Fátima com dois aniversários os do Point do Celso Cliff e o do Point de Magno Roots, na União do BF, duas festas que marcaram o domingo no mesmo bairro e na mesma rua.

Vale esclarecer que Celso Cliff começou a fazer a divulgação do aniversário de seu “point” no mês de junho. Na época eu disse a ele que estava exagerando e que ainda faltavam quatro meses para a festa.

Também soubemos noticias de outras festas no Anil, no Túnel do Tempo, no Bambu Bar no bairro do Sá Viana.

Há uma série de bares especializados em Roots surgindo constantemente no Vinhais, Anjo da Guarda, Filipinho, Santa Cruz, Vila Embratel, etc., etc..

E em breve o lendário Toque de Amor, na Ponta D’areia, estará de volta. Gabriel está trabalhando em ritmo acelerado para a reinauguração.

Para quem apostou na “morte” desse ritmo até há alguns atrás. Vale relembrar que alguns jamaicanos chegaram a dizer na segunda metade dos anos 90 que esse tipo de música Reggae que o maranhense gosta não existia mais. E nós sabemos qual era o interesse em fazer tal afirmativa. Iniciava-se a era da chamada música eletrônica no Reggae de Radiola.

O mais interessante nessa Onda Roots é que aqueles que tentaram defenestrar a música que ajudou a construir a imagem do Reggae no Maranhão, hoje começam a freqüentar as festas da Onda Roots e alguns já se apresentam até como colecionadores (sic!). Pessoas, que até então não colocavam o pé em uma festa de “musicas do passado”.
E essa Onda Roots trouxe boas surpresas com revelação de músicas grandes Rootsmans em bandas e cantores solo da Jamaica, Brasil, Europa, África, Japão e EUA e que fazem sucesso nos bares, carros e casas da Capital Brasileira do Reggae.

Toda essa reviravolta tem que ser creditada a DJ’s e donos de Bares de Reggae, inicialmente, que estiveram na RESISTÊNCIA ROOTS apesar de toda a mídia avassaladora das grandes radiolas, que proclamavam aos quatros ventos a morte do Roots. Colocando o Roots Reggae como algo que deveria ser tocado e ouvido somente em festas programadas para tal fim. Era coisa de museu.

Em segundo lugar aos chamados “Grupos de Colecionadores” que somaram forças. Estes grupos tinham um propósito grandioso de valorização dos clássicos e de trabalho/ação social. Esse discurso foi se perdendo, em um curto espaço de tempo, na poeira do salão. A nova babilônia está a nossa porta, pois faturar é o que importa.

É a Jamaica Brasileira voltando as suas origens e dando fé de verdade ao apelido de ILHA REBELDE a São Luis.

A Onda Roots subiu e a ilha de São Luis voltou a ser cercada de Reggae por todos os lados. Te segura no meu Reggae que ele é Roots...

O Roots Reggae morreu, viva o Roots Reggae!!!!!

 

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