
TRIBO
DE JAH – não precisa gostar,
mas tem que respeitar
Tarcisio
Ferreira aka Selektah
Este
artigo visa trazer a baila alguns comentários
maldosos feitos por pessoas que se dizem
do Movimento Reggae sobre o grupamento artístico
maranhense mais conhecido no Brasil, América
do Sul e internacionalmente, a Tribo de
Jah. E dos artistas maranhenses é
o maior divulgador do nosso estado sem que
tenham que paga-los para que falem do mesmo.
Infelizmente
temos que lembrar mais uma vez que em São
Luis trabalha-se pouco e fala-se muito da
vida dos outros. E no movimento Reggae esse
tipo de comportamento é demasiadamente
profícuo.
Já
fui questionado várias vezes por
pessoas que me abordam querendo saber por
que “a Tribo se desfez” ou ainda
ouvir o pior comentário de todos
“a Tribo não tem público
em São Luis”. Nem uma das duas
assertivas é verdadeira.
A
Tribo de Jah está mais fortalecida
do que nunca, principalmente agora com a
volta de Netto que havia se desligado da
banda por sua própria conta e pediu
para voltar. Está com uma agenda
de shows lotada e apertada.
Estará
fazendo no final de junho um “Road
Movie”, ou seja, um filme feito na
estrada, o documentário será
gravado em uma turnê que prestigia
a origem do grupo e tem como roteiro grandes
pólos turísticos do extremo
nordeste brasileiro: Jericoacoara - CE,
Delta do Rio Parnaíba - PI, Lençóis
Maranhenses e São Luís, com
imagens das belezas naturais e paradisíacas
e trilha sonora com as músicas da
banda.
A
banda irá fazer sua quarta turnê
internacional no segundo semestre pelo Canadá,
EUA, México, Panamá e depois
ruma para a Europa onde deverá tocar
em pelos menos 4 paises.
Explorando
cada vez mais intensamente o mercado internacional,
o grupo acaba de gravar seu segundo DVD
que terá distribuição
em diferentes paises. O DVD foi gravado
em Belém com o titulo “Live
in Amazon”. Com discos gravados na
Suíça e nos Estados Unidos
durante longa temporada no exterior, o grupo
maranhense se apresentou em diferentes países,
passando por Estados Unidos, onde tocou
de costa a costa, Canadá, México,
Portugal, França, Itália,
Holanda, Suíça, Japão,
Cabo Verde na África; e, em etapas
anteriores e posteriores passou também
pela Jamaica, Argentina, Uruguai, Guiana
Francesa, etc...
Hoje, este grupo com raízes e coração
maranhenses, trilhando uma
trajetória de mais 20 anos, conquistou
uma legião de fãs fiéis
e apaixonados em todos os rincões
e principais centros do território
nacional e também de vários
países pelo mundo.
Sua
marca principal: a energia e magia contagiantes
que emanam de seus shows e discos, mensagens
atuais e contundentes, sempre construtivas;
uma poesia apurada e musicalidade incontestável.
É marcante também, ao longo
desses 20 anos, o jeito criativo e cativante
de cantar o Maranhão que se renova
a cada novo disco lançado.
Em
São Luis a Tribo de Jah tem feito
apresentações memoráveis
e para a banda tocar em casa é sempre
uma alegria que renova e dá forças
para seguir nas estradas do Brasil e do
mundo.
Sabemos
do ressentimento que tem os Radioleiros
de São Luis por causa de dois grandes
sucessos da Tribo que “Regueiros Guerreiros”
– Melô do Maranhão e
“Magnatas e Regueiros”, são
sucessos incontestáveis e são
músicas que falam algo que muitos
não querem ouvir, a VERDADE.
Por
isso não é de se admirar que
os mesmos tenham receio, ou até mesmo
medo, da presença da Tribo de Jah
em eventos na Ilha Rebelde.
A
Tribo de Jah, hoje, já alcançou
a maturidade musical e independência
na sua produção fugindo dos
esquemas de gravadoras e de “musicas
para tocar no radio”. Mesmo assim
continua na estrada e às vezes tendo
que escolher onde tocar, pois muitas das
vezes tem que optar entre 3 convites no
mesmo dia para lugares diferentes.
O
seu sucesso foi conquistado na luta, sem
depender de nenhum esquema comercial, ou
dependendo de favor, diferentemente de outras
bandas ou cantores que se quedaram no ostracismo
musical, ou na falta de profissionalismo,
ou, ainda, não tiveram sangue para
batalhar seu espaço além do
Estreito dos Mosquitos.
Claro
que temos que ressaltar as poucas e boas
exceções e promessas do Reggae
Maranhense como a Banda Legenda que tem
um público cativo na Ilha, além
de Fortaleza e Belém. A Banda Kazamata
outra grande promessa. A Capital Roots com
um naipe de metais que deixa muita gente
de queixo caído. Só para citar
três bons exemplos.
Portanto,
“críticos” e palpiteiros
de plantão, não precisam necessariamente
gostar da Banda Tribo de Jah, mas tem que
respeita-la.
Para
mais detalhes veja os Sites:
www.tribodejah.com.br
e www.centralreggae.com.br