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Dia
do Regueiro comemorado sem radiola?
Wellington Rabello | 4 de setembro de 2009
Vejam o blog do Wellington, onde foi publicado
o artigo.
http://www.jornalpequeno.com.br/Blog/WellingtonRabello/
É
público e notório que se o reggae
é um ritmo dos mais queridos na capital
maranhense, e em grande parte dos municípios
do estado, chegando a fazer São Luís
ser denominada de Jamaica Brasileira, é
por causa da difusão desse estilo musical
por meio dos ‘paredões’
das radiolas. E se existem os regueiros no
Maranhão também é devido
às radiolas.
O
Dia do Regueiro foi idealizado pelo então
vereador Pinto Itamaraty que, só para
variar, é proprietário de uma
das radiolas mais famosas do Maranhão.
Então,
como justificar a celebração
do Dia do Regueiro que a prefeitura de São
Luís está organizando, por meio
da Fundação de Cultura, para
a noite deste sábado, 5, somente com
a presença de bandas e cantores? Desta
forma, acredita-se que a intenção
não é homenagear os verdadeiros
regueiros de São Luís, mas,
sim, uma pequena elite que freqüenta
os bares da Ponta d´Areira e Litorânea.
Isso
só reforça o pensamento de que
os gestores públicos nunca pensam em
agradar, de fato, quem lhes coloca no poder.
E ainda que na Func pode até ter quem
entenda de carnaval e de São João,
mas não tem quem entenda de reggae.
Que
esse evento seja repensado para o ano de 2010,
pois o verdadeiro regueiro, aquele povão,
gosta mesmo é de radiola. De sentir
a vibração dos alto-falantes
no peito e na mente…
Comentário
de Tarcisio Selektah
Grande
Wellington,
Parabéns
pelo artigo!!! Presto aqui minha solidariedade
com suas afirmativas e preocupações.
Infelizmente
é mais uma pisada na bola da administração
municipal e principalmente uma total falta
de respeito com a Comissão Integrada
do Reggae - CIR que a 4 anos vêm programando
e executando o Dia Municipal do Regueiro juntamente
com a Secretária Municipal de Turismo
- SETUR.
Nota-se que o idealizador da programação
não entende nada de nada, pois, colocou
uma das artistas mais brilhantes do continente
africano a cantora Angelique Kidjo em um palco
junto com outras atrações que
nada tem haver com seu estilo musical. Aliás,
ela brilharia muito mais se estivesse no palco
do Reggae. Tem tudo haver
Vale
ressaltar também que a Comissão
Integrada do Reggae não se reuni há
mais de quatro meses por falta de convocatória
da SETUR. Mas mesmo assim, por dever de ofício
deveria ter chamada a CIR para pelo menos
opinar sobre a elaboração da
programação específica.
E tem mais, a FUNC fez contato com a Tribo
de Jah para um show que deveria ser dia 07
ou 08, na Praça Maria Aragão,
segundo o que foi dito por Fauzi Beydoun.
O escritório da Tribo “segurou”
a data por ser algo de grande expectativa
para a banda, tocar no dia do Aniversário
de São Luis. Simplesmente “mudaram”
a data para o dia 05 e não comunicaram
a nada a Fauzi, Aguardem que vem aí
chumbo grosso, pois, o magnata estará
chegando essa semana que vêm para fazer
um show acústico com Gerson da Conceição
no Trapiche no próximo sábado
dia 12. Haja trapalhada.
Aproveitando
a deixa quero comentar algo mais. Há
algo de podre no reino do Reggae de Upaon
Açu. Nos últimos cinco, principalmente,
vêm surgindo uma horda de pitaqueiros
que estão caindo pára-quedas
dentro do panorama regueiro que é de
deixar qualquer um de queixo caído.
São pseudos empresários de evento
de Reggae, pesquisadores de araque e outras
espécies insignificantes que se promovem
à custa do Movimento Reggae como se
já não bastassem os que já
estão aí, passando-se por bom
moço, um mecenas, hem, hem.
O
preocupante é que querem nos catequizar
e nos ensinar como se faz isso ou aquilo ou
querendo "recontar" a historia do
Reggae na ilha. Aqueles construíram
essa historia nas praças e ruas dos
guetos são considerados apedeutas.
Portanto,
olho vivo. Se as pessoas nos parecessem grandes
é porque estamos de joelhos, precisamos
nos levantar.
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